Ela só queria largar tudo. Viver a vida, sentir o mundo como nunca. Sentia falta dos amigos, dos retratos, das cores e dos perfumes de todo dia que já fora. Mas, principalmente, sentia falta da paz. Ah... a paz! Era tudo o que ela queria. Queria abstrair todo o estresse, as desilusões e as feridas; jogar todo o ódio e o desgosto pra fora do seu coração. Pra sempre.
Mas o percurso só estava no começo. E ela não podia largar tudo. Ela não queria. Talvez o que ela precisasse fosse de colo, sorrisos e gargalhadas. Precisava gritar pra todo mundo o que sentia, limpar mente, corpo e alma. Precisava largar tudo. Nem que fosse na eternidade de um instante.
Ai, Laís. Nem sabia que você tinha esse hábito de rasgar meu peito, fazer palavras e colocar na internet. Sou eu, aí. Sou eu, sim.
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