terça-feira, 24 de agosto de 2010

Como o mar

Veio como uma onda num mar de ressaca. Repentina, silenciosa e perturbadora me acertou em cheio. Levou consigo minha razão, que ainda vejo misturada na espuma alva da onda quando quebra. Vejo, mas não a quero de volta. Não agora. É bom se sentir fora de rumo às vezes, porque é só quando se perde o chão que a gente lembra que pode voar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Falta de criatividade...

Gente, como estou sem criatividade hoje, mas tô com vontade de escrever, vou compartilhar com vocês uma poesia que eu gravei desde a 7ª série, eu acho, e que eu nunca mais esqueci (não sei porque)...

"A bomba atômica

A bomba atômica é triste,
coisa mais triste não há.
Quando cai, cai sem vontade,
vem caindo devagar,
tão devagar vem caindo,
que dá tempo a um passarinho
de pousar nela e voar...
Coitada da bomba atômica
que não gosta de matar!

Coitada da bomba atômica,
que não gosta de matar,
mas que ao matar mata tudo,
animal e vegetal,
qua mata a vida na terra
e mata a vida no ar,
mas que também mata a guerra,
bomba atômica que aterra
pomba atônita da paz.

Pomba tonta, bomba atômica,
tristeza, consolação,
flor puríssima do urânio
desabrochada no chão.
Da cor pálida do hélium,
e odor de radium fatal,
loelia mineral carnívora,
radiosa rosa radical.

Nunca mais, oh, bomba atômica,
nunca em tempo algum, jamais,
seja preciso que mates,
onde houve mortes demais.
Que fique apenas a tua imagem,
aterradora miragem
sobre as grandes catedrais.
Guarda de uma nova era,
arcanjo insigne da paz."

Então é isso... Fica registrado aqui, caso eu esqueça um dia. Não sei de quem é, não me lembro mesmo. Vou pesquisar aqui no Google... Achei, é de Vinicius de Morais... Tinha que ser.

Vou ficando por aqui,
até o próximo post! :*