segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ela só queria, não podia, mas precisava.

Ela só queria largar tudo. Viver a vida, sentir o mundo como nunca. Sentia falta dos amigos, dos retratos, das cores e dos perfumes de todo dia que já fora. Mas, principalmente, sentia falta da paz. Ah... a paz! Era tudo o que ela queria. Queria abstrair todo o estresse, as desilusões e as feridas; jogar todo o ódio e o desgosto pra fora do seu coração. Pra sempre.
Mas o percurso só estava no começo. E ela não podia largar tudo. Ela não queria. Talvez o que ela precisasse fosse de colo, sorrisos e gargalhadas. Precisava gritar pra todo mundo o que sentia, limpar mente, corpo e alma. Precisava largar tudo. Nem que fosse na eternidade de um instante.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Essa é a nossa vez... é a nossa hora

É agora. Não há melhor momento se não este. Não há melhor vida, se não a que a gente vive. Isso aqui, esse mundo, esse corpo, essa alma, tudo isso é nosso. Não há por que desperdiçar tudo com uma ferida sempre aberta, com uma esperança sempre futura, com um tempo que nunca vem. Então vivamos! Não deixemos que nada nos impeça de dançar, de cantar e gritar pra quem quiser ouvir; de chorar nossas mágoas e afastar nossos temores; de amar pra sempre, mesmo que essa eternidade dure o instante de um beijo, de um abraço, de um carinho. Sejamos fortes! Sejamos fracos! Sejamos constantes e inconstantes! Sejamos o que quisermos! Que venha o tempo, as pedras e as escolhas. Passaremos por tudo... talvez deixemos parte de nós pelo caminho; não importa. O que ficar, será parte da nossa estrada... podemos voltar a ela depois. Vamos nos permitir agir por impulso de vez em quando, por que não? Às vezes, agimos melhor sem pensar. Vamos fazer tudo o que há pra se fazer, tudo o que desejarmos. Porque essa é a nossa vez... é a nossa hora. É agora.