Terça-feira, reinício das aulas na faculdade, 17:25h: fui pegar o ônibus. Já não comecei com sorte: vi meu ônibus passar do outro lado da rua e não pude fazer nada, fiquei 10 minutos esperando ansiosamente pelo 24 (que não veio); peguei o 49 mesmo.
Já no veículo, o nervosismo de quando se está atrasada. Tudo bem, já deveria ter me acostumado com isso, afinal, eu estou sempre fora do horário. De repente, rhum, um barulho estranho que já não me era tão estranho; nos últimos meses, dei pra escolher ônibus quebrado... ô sortezinha! E era exatamente esse rhum estranho que os ônibus fazem quando não estão funcionando bem... Pensei: "Pronto! Só o que me falta essa porcaria quebrar!"; não quebrou. Ao invés disso, peguei um senhor engarrafamento, daqueles que só existem quando a gente está atrasado.
O tempo ia passando, e minha paciência se esgotando. Resolvi ouvir música, então peguei o fone do celular dentro da minha bolsa, levei uma eternidade para desembolá-lo, e, finalmente, fugi do mundo lá fora quando coloquei música no ouvido.
Foi então que, enquanto eu estava ali ausente no meu mundinho, entrou um vendedor ambulante: "Boa tarde, senhores passageiros, desculpe atrapalhar o silêncio da sua viagem...". Passou vendendo jujubas e paçocas. Não comprei, nunca compro... mas a menina do meu lado comprou 3 pacotinhos de bala. Voltei para a minha música. Nisso, essa moça perguntou para mim: "Aceita uma jujuba?". Disse que não, obrigada. Mas achei tão diferente aquela situação... Aquela menina não me conhecia, e ela estava me oferecendo uma bala com um sorriso tão sincero, que fiquei surpresa de como as pessoas ainda podem ser generosas com os outros. E engraçado que nossos pais, com todo o cuidado de sempre, dizem para não aceitar doces de estranhos - podem estar envenenados, estragados, com um remédio para nos fazer dormir e todas esses outros exageros, que talvez nem sejam tão exagerados, de pais com seus filhos. Mas, ali, naquele momento, aquela moça não era uma estranha... ela era alguém, que eu não conhecia, mas não uma estranha... era só uma outra pessoa, como tantas outras, que não fazem parte da minha vida.
Saltei do ônibus com dificulade, pois estava muito cheio. Aquela frase mudou meu dia... Não acabou com meus problemas, mas melhorou o meu humor. É muito bom saber que ainda existem pessoas tão legais no mundo... Nada como um doce para adoçar a vida.
Vou ficando por aqui,
até o próximo post! :)
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Music, an unspoken thought
Decidi que meu 1º post vai ser sobre música. Influenciada pelo maravilhoso filme "O som do coração" resolvi escrever sobre esse assunto que provoca tanta emoção nas pessoas: música, expressão.
O filme é pra todo mundo ver pelo menos uma vez na vida... é sensível, tem uma trilha sonora perfeita e trata do 'amor' de uma maneira quase única. Ele mostra que a música é realmente o som do coração.
A música sempre me despertou muito interesse, sabe. Eu gosto desse meio musical... talvez tenha até jeito pra coisa, já que meu pai é um amante dos bons sons e bons músicos. Pois é, acho que ele é um influenciador... adora tocar percussão e está sempre batucando aqui e ali... chega a irritar às vezes! Mas ele gosta... e eu vou gostando junto. Chego a ficar arrepiada só de ouvir uma bela melodia. E, acreditem, não sou do tipo careta pra dizer que essas belas melodias vem das músicas clássicas; quando me refiro a boa música quero dizer qualquer coisa que desperte emoção, que toque a alma... e isso pode vir de um violino, de uma batida, dos batuques do meu pai.
Sempre disse que ia fazer alguma coisa com relação a esse meu jeito que ainda não sei se tenho; aprender a tocar algum instrumento quem sabe, porque cantar eu definitivamente não tenho dom. Sempre digo que vou aprender violão, teclado, bateria, guitarra, piano, qualquer coisa, mas eu quero saber tocar, produzir alguma coisa bonita, de que eu tenha orgulho de mostrar para os amigos e a família. Essa é uma promessa que eu deixo aqui nesse post: vou aprender.
É bonito perceber como uma simples melodia pode revelar milhares de coisas, de sentimentos que insistem em não se revelar através da fala. A música é isso, um pensamento não dito, apenas ouvido, sentido... e é por isso que eu resolvi começar meu blog com esse tema.
Vou ficando por aqui,
beijos!
O filme é pra todo mundo ver pelo menos uma vez na vida... é sensível, tem uma trilha sonora perfeita e trata do 'amor' de uma maneira quase única. Ele mostra que a música é realmente o som do coração.
A música sempre me despertou muito interesse, sabe. Eu gosto desse meio musical... talvez tenha até jeito pra coisa, já que meu pai é um amante dos bons sons e bons músicos. Pois é, acho que ele é um influenciador... adora tocar percussão e está sempre batucando aqui e ali... chega a irritar às vezes! Mas ele gosta... e eu vou gostando junto. Chego a ficar arrepiada só de ouvir uma bela melodia. E, acreditem, não sou do tipo careta pra dizer que essas belas melodias vem das músicas clássicas; quando me refiro a boa música quero dizer qualquer coisa que desperte emoção, que toque a alma... e isso pode vir de um violino, de uma batida, dos batuques do meu pai.
Sempre disse que ia fazer alguma coisa com relação a esse meu jeito que ainda não sei se tenho; aprender a tocar algum instrumento quem sabe, porque cantar eu definitivamente não tenho dom. Sempre digo que vou aprender violão, teclado, bateria, guitarra, piano, qualquer coisa, mas eu quero saber tocar, produzir alguma coisa bonita, de que eu tenha orgulho de mostrar para os amigos e a família. Essa é uma promessa que eu deixo aqui nesse post: vou aprender.
É bonito perceber como uma simples melodia pode revelar milhares de coisas, de sentimentos que insistem em não se revelar através da fala. A música é isso, um pensamento não dito, apenas ouvido, sentido... e é por isso que eu resolvi começar meu blog com esse tema.
Vou ficando por aqui,
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