terça-feira, 29 de junho de 2010

Aceita uma jujuba?

Terça-feira, reinício das aulas na faculdade, 17:25h: fui pegar o ônibus. Já não comecei com sorte: vi meu ônibus passar do outro lado da rua e não pude fazer nada, fiquei 10 minutos esperando ansiosamente pelo 24 (que não veio); peguei o 49 mesmo.
Já no veículo, o nervosismo de quando se está atrasada. Tudo bem, já deveria ter me acostumado com isso, afinal, eu estou sempre fora do horário. De repente, rhum, um barulho estranho que já não me era tão estranho; nos últimos meses, dei pra escolher ônibus quebrado... ô sortezinha! E era exatamente esse rhum estranho que os ônibus fazem quando não estão funcionando bem... Pensei: "Pronto! Só o que me falta essa porcaria quebrar!"; não quebrou. Ao invés disso, peguei um senhor engarrafamento, daqueles que só existem quando a gente está atrasado.
O tempo ia passando, e minha paciência se esgotando. Resolvi ouvir música, então peguei o fone do celular dentro da minha bolsa, levei uma eternidade para desembolá-lo, e, finalmente, fugi do mundo lá fora quando coloquei música no ouvido.
Foi então que, enquanto eu estava ali ausente no meu mundinho, entrou um vendedor ambulante: "Boa tarde, senhores passageiros, desculpe atrapalhar o silêncio da sua viagem...". Passou vendendo jujubas e paçocas. Não comprei, nunca compro... mas a menina do meu lado comprou 3 pacotinhos de bala. Voltei para a minha música. Nisso, essa moça perguntou para mim: "Aceita uma jujuba?". Disse que não, obrigada. Mas achei tão diferente aquela situação... Aquela menina não me conhecia, e ela estava me oferecendo uma bala com um sorriso tão sincero, que fiquei surpresa de como as pessoas ainda podem ser generosas com os outros. E engraçado que nossos pais, com todo o cuidado de sempre, dizem para não aceitar doces de estranhos - podem estar envenenados, estragados, com um remédio para nos fazer dormir e todas esses outros exageros, que talvez nem sejam tão exagerados, de pais com seus filhos. Mas, ali, naquele momento, aquela moça não era uma estranha... ela era alguém, que eu não conhecia, mas não uma estranha... era só uma outra pessoa, como tantas outras, que não fazem parte da minha vida.
Saltei do ônibus com dificulade, pois estava muito cheio. Aquela frase mudou meu dia... Não acabou com meus problemas, mas melhorou o meu humor. É muito bom saber que ainda existem pessoas tão legais no mundo... Nada como um doce para adoçar a vida.

Vou ficando por aqui,
até o próximo post! :)

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